Início » Sem categoria » Aldeia da Cuada: a Aldeia Abandonada Reconstruída Casa a Casa
Aldeia da Cuada, Flores, Açores

Aldeia da Cuada: a Aldeia Abandonada Reconstruída Casa a Casa

Avalia este artigo

Há aldeias que desaparecem para sempre quando os seus habitantes partem. A Aldeia da Cuada esteve prestes a ser uma delas — até que um casal decidiu comprar a primeira ruína e, sem pressa, devolver-lhe a vida.

Uma aldeia com origens no século XVII

Situada no litoral norte das Flores, entre a Fajã Grande e a Fajãzinha, a Aldeia da Cuada remonta ao século XVII. No primeiro quartel do século XIX, contava com 122 habitantes distribuídos por vinte casas modestas — apenas duas com telhado de telha —, vivendo essencialmente da agricultura e da tecelagem, num isolamento agravado pela dificuldade de acesso ao mar.

O abandono nos anos 60

Na década de 1960, o sonho de uma vida melhor levou os últimos habitantes a emigrarem, sobretudo para os Estados Unidos e o Canadá. A aldeia ficou completamente deserta, com as paredes de pedra a desmoronarem-se e os telhados a desfazerem-se sob as intempéries ao longo de duas décadas.

Uma recuperação que já leva 36 anos

Foi Teotónia e Carlos Silva quem, ao visitar a aldeia, decidiu comprar a primeira ruína para transformar em casa de férias. A ideia cresceu: “os meus pais trabalhavam um verão para depois comprar mais uma ruína no ano seguinte”, recorda a filha do casal. Passados 36 anos, a Aldeia da Cuada conta atualmente com 21 casas recuperadas, incluindo antigos palheiros adaptados a novas funções habitacionais.

O mesmo caminho de pedra há 300 anos

O acesso às casas continua a fazer-se pelas antigas canadas de lajes de pedra irregulares, sem alterações desde a fundação da aldeia — o que significa que o local não tem acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida, mas preserva um traçado quase intacto.

Como visitar

  • Localização: Fajã Grande, costa norte da ilha das Flores.
  • Alojamento: 16 casas rurais disponíveis para estadia, com restaurante próprio.
  • Classificação: Património com interesse histórico, arquitetónico e paisagístico, atribuída pelo Governo Regional dos Açores.

Melhor altura para visitar

Qualquer época do ano permite sentir a tranquilidade da aldeia, embora o restaurante feche às terças-feiras e exija reserva prévia.

Nas proximidades

O Ilhéu de Monchique e o Farol do Albarnaz, os pontos mais ocidentais da Europa, ficam a curta distância.

Depois da Aldeia da Cuada, siga até ao Farol do Albarnaz para completar a experiência de estar no extremo mais ocidental do continente europeu.

Gostou? Partilhe:

Também pode gostar

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *