Ilhéu da Baleia e Farol da Ponta da Barca: a Baleia de Pedra da Graciosa
Junto ao farol mais alto dos Açores, uma antiga chaminé vulcânica resistiu à erosão marinha com uma forma tão parecida com uma baleia que se tornou símbolo da ilha.
Graciosa, ilha pequena, tem uma misteriosa lagoa no fundo de uma furna vulcânica, campos cobertos de vinhas onde esbracejam moinhos.
Percorrer a Graciosa é passear por entre o xadrez verde das videiras debruadas pelas paredes de lava dos “currais”. Subir a montes arredondados que são miradouros extasiantes.
Admirar a vegetação frondosa da Caldeira, onde a Furna do Enxofre permite penetrar no interior de um extinto vulcão, com uma misteriosa lagoa subterrânea. Descobrir, ao longo da costa, profundas baías, pequenos ilhéus que fazem sonhar.
As ruas de casas brancas da vila de Santa Cruz recuam no tempo cem ou duzentos anos. E na sua igreja matriz guardam-se painéis quinhentistas, valiosas obras da pintura portuguesa. Onde há vinhas há vinho… e os brancos e tintos da Graciosa acompanham bem os pratos de fresco peixe, marisco e carne da culinária local. Para completar a refeição nada melhor do que a doçaria tradicional e um copo de aguardente destilada em velhos alambiques de cobre. As férias na Graciosa são simples, saudáveis, tranquilas. Ao partir fica-se com a sensação de deixar um mundo onde se pode esquecer o tempo.

Junto ao farol mais alto dos Açores, uma antiga chaminé vulcânica resistiu à erosão marinha com uma forma tão parecida com uma baleia que se tornou símbolo da ilha.

Cerca de 20 moinhos de cúpula vermelha, de influência flamenga e inglesa, ainda pontuam a paisagem desta ilha que, no século XIX, foi a única a produzir trigo e cevada em quantidade.

Sede de concelho entre 1486 e 1855, esta vila perdeu o estatuto para Santa Cruz da Graciosa e só o recuperou em 2003, depois de quase 150 anos.

A 1,5 km da Vila da Praia, este ilhéu de apenas 11 hectares abriga a maior colónia mundial da ave marinha mais pequena e mais rara dos Açores.
Erguida no local da casa do primeiro capitão-donatário da ilha, esta igreja do final do século XVI guarda um retábulo quinhentista e a torre sineira mais reconhecível da capital.

No extremo mais ocidental da Graciosa, falésias com quase 100 metros mostram camadas geológicas em tons de cinzento e vermelho, com grutas escavadas para abrigar barcos de pesca.

Formada há 12 mil anos e classificada Monumento Natural em 2008, esta cratera elíptica de 270 metros de profundidade esconde a Furna do Enxofre e vistas sobre quatro ilhas.

A 192 metros de altitude, este cone vulcânico guarda três capelas do século XVI e a melhor vista sobre Santa Cruz da Graciosa, além de uma lenda de aparições marianas.

Explorada no século XIX pelo Príncipe Alberto do Mónaco, esta gruta vulcânica tem a maior abóbada da Europa e uma lagoa a 22,5 metros abaixo do nível do mar.

Junto ao mar, na freguesia da Luz, estas termas hipersalinas a 40ºC tratam doenças reumáticas há mais de 270 anos e podem tornar-se únicas no mundo com três tipos de água.