Jardim Botânico do Faial: 200 Espécies e um Banco de Sementes Único nos Açores
Nem todos os jardins existem apenas para serem bonitos. O Jardim Botânico do Faial nasceu para salvar plantas que, sem intervenção humana, poderiam ter desaparecido dos Açores para sempre.
Uma antiga quinta transformada em santuário botânico
Aberto ao público desde 1986, o jardim ocupa a antiga Quinta de São Lourenço, no Vale dos Flamengos, uma propriedade que já foi pastagem e pomar de laranjeiras. Com cerca de 8.000 m² no polo central — e uma área complementar de altitude em Pedro Miguel, a 400 metros —, o jardim recria diferentes zonas da paisagem açoriana, da vegetação costeira à laurissilva húmida.
O Banco de Sementes dos Açores
Criado em 2003, o banco de sementes conserva material genético de espécies raras a temperaturas negativas, integrado no Millennium Seed Bank Project. Dos cerca de 75 endemismos vegetais conhecidos no arquipélago, o banco já reúne dezenas deles, um trabalho de conservação que raramente é visível ao visitante casual mas que sustenta grande parte da missão científica do jardim.
Um orquidário com plantas de três continentes
Em 2019, o jardim inaugurou o Orquidário dos Açores, construído a partir da coleção particular de Henrique Peixoto, com espécies originárias da América Central, Oceânia e África. É uma das áreas mais procuradas pelos visitantes, ao lado das coleções de plantas medicinais e aromáticas tradicionalmente usadas na culinária açoriana.
Como chegar e o que visitar
- Morada: Rua de São Lourenço, Flamengos, a cerca de 2 km da Horta.
- Coleções: plantas endémicas dos Açores, orquidário, plantas medicinais e aromáticas, viveiro.
- Duração recomendada: reserve pelo menos uma hora para percorrer o jardim com calma.
Melhor altura para visitar
A primavera e o início do verão trazem mais espécies em floração, embora o jardim mantenha interesse durante todo o ano graças à variedade de coleções cobertas.
Nas proximidades
A poucos minutos de carro fica o centro da Horta, com a sua marina e o património ligado à baleação, uma boa combinação para completar um dia dedicado à natureza e à história do Faial.
Se gosta de flora açoriana, vale a pena seguir depois para a Caldeira central, onde muitas destas mesmas espécies endémicas crescem em estado selvagem.
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Imagem de destaque — Foto: José Luís Ávila Silveira/Pedro Noronha e Costa / Wikimedia Commons, domínio público







