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Museu da Horta, Faial, Açores

Museu da Horta: Séculos de História num Colégio Jesuíta Inacabado

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Nem todos os museus escolhem o seu edifício por acaso. O Museu da Horta ocupa um colégio jesuíta que nunca chegou a ser terminado — e essa história inacabada tornou-se, ela própria, parte do património que o museu preserva.

Um colégio que os jesuítas nunca terminaram

O museu está instalado no antigo Colégio dos Jesuítas, um imponente edifício do século XVIII, anexo à Igreja Matriz do Faial, que ficou por concluir depois de os jesuítas terem sido expulsos de Portugal em 1760. Classificado como Monumento Regional, o edifício foi atribuído ao museu em 1977, através de decreto regulamentar regional.

Do século XVI à atualidade

Como museu de caráter histórico e vocação regional, o acervo cobre um período que vai do século XVI até aos dias de hoje: etnografia ligada às tecnologias tradicionais do linho, da lã e da cerâmica; objetos relacionados com o Porto da Horta e com as estações de cabo submarino que operaram na ilha entre os séculos XIX e XX; arte sacra; pintura de autores como António Dacosta, Sousa Pinto e Vieira Lusitano; e documentos fotográficos e manuscritos.

Uma coleção única no mundo

Desde 1980, o museu exibe permanentemente uma coleção de esculturas em miolo de figueira — uma técnica rara, praticada por um único autor, Euclides Rosa, natural do Faial, que faleceu em 1979. Não existe, em nenhum outro lugar do mundo, um conjunto comparável desta arte popular açoriana.

Dois núcleos, uma só história

Desde 2016, o Museu da Horta é composto por dois núcleos museológicos: o Colégio dos Jesuítas, sede principal, e a Casa Manuel de Arriaga, aberta ao público em 2011, dedicada à memória do primeiro Presidente da República Portuguesa, eleito a 24 de agosto de 1911 — um intelectual republicano natural do Faial.

Como visitar

  • Localização: junto à Igreja Matriz, centro da cidade da Horta.
  • Núcleos: Colégio dos Jesuítas e Casa Manuel de Arriaga.
  • O que ver: a coleção de miolo de figueira, a arte sacra e os objetos ligados aos cabos submarinos.

Melhor altura para visitar

Qualquer época do ano permite a visita, ideal como complemento a um dia chuvoso na Horta.

Nas proximidades

A Marina da Horta e o Peter Café Sport ficam a poucos minutos a pé.

Depois do museu, percorra o centro histórico da Horta até à marina, para ver mais da mesma história marítima que este edifício jesuíta ajuda a preservar.

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